Quanto custa anunciar no Facebook em Portugal
Anunciar no Facebook e no Instagram em Portugal não tem preço de tabela. Pagas
por leilão: a Meta cobra-te por cada mil pessoas alcançadas e esse valor muda
com o setor, a concorrência, a qualidade do anúncio e a época do ano. O que
existe é um orçamento diário mínimo abaixo do qual a campanha não consegue
aprender — e é esse o número que interessa saber antes de começar, não o preço
por clique.
Não é uma tabela, é um leilão
Quando defines uma campanha, não estás a comprar espaço a um preço fixo. Estás
a entrar num leilão onde concorres com todos os outros anunciantes que querem
falar com as mesmas pessoas. Quem ganha o leilão não é quem paga mais: é quem
tem a melhor combinação de valor oferecido e qualidade de anúncio. Por isso dois
negócios do mesmo setor, na mesma cidade, podem ter custos muito diferentes —
um tem anúncios que as pessoas querem ver, o outro não.
A consequência prática é simples: melhorar o anúncio baixa o custo. Não é uma
frase de efeito, é o mecanismo.
O que faz o teu custo subir
– Público demasiado largo. Pagas para chegar a quem nunca iria comprar.
– Público demasiado estreito. O sistema fica sem opções e sobe o preço para
conseguir entregar.
– Anúncio que ninguém quer ver. Taxa de interação baixa, custo a subir.
– Época do ano. Novembro e dezembro são os meses mais caros do calendário,
porque o retalho todo está a licitar ao mesmo tempo.
– Setor concorrido. Imobiliário, crédito, clínicas e formação pagam sempre
mais do que um negócio local de bairro.
– Medição mal feita. Sem conversões a chegar corretamente, o sistema não
aprende a quem entregar e tu pagas a aprendizagem duas vezes.
O que faz o teu custo descer
– Criativo bom. É a alavanca com mais peso de todas, e é a que quase ninguém
usa.
– Oferta concreta. “20% no menu de almoço esta semana” custa menos a promover
do que “venha conhecer-nos”.
– Vários anúncios no mesmo conjunto, para o sistema escolher o que funciona.
– Pixel e eventos de conversão instalados e a disparar corretamente.
– Consistência. Contas que correm todos os meses custam menos do que contas
que ligam e desligam, porque o histórico de aprendizagem não se perde.
Qual é o orçamento mínimo realista
A regra que importa não é o total mensal, é o diário por conjunto de anúncios.
A Meta precisa de um volume mínimo de resultados por semana para sair da fase
de aprendizagem — na prática, cerca de 50 conversões semanais por conjunto. Se
o teu orçamento diário não chega para isso, a campanha fica permanentemente a
aprender e nunca otimiza.
Daqui sai uma conta fácil de fazer de cabeça: pega no custo que esperas por
resultado, multiplica por 50 e divide por 7. Esse é o teu orçamento diário
mínimo para aquele conjunto. Se o resultado te parecer alto demais, a solução
não é cortar o orçamento — é escolher um resultado mais barato de medir (uma
mensagem em vez de uma venda, por exemplo) e otimizar para esse.
O erro clássico é dividir um orçamento pequeno por cinco conjuntos de anúncios
diferentes. Cinco campanhas a aprender devagar valem menos do que uma a
aprender depressa.
Onde é que a maior parte do orçamento se perde
Não é no preço. É em três sítios:
1. Raio geográfico grande demais em negócios locais.
2. Tráfego enviado para uma página lenta ou confusa — pagaste o clique e
perdeste a pessoa depois dele.
3. Campanhas que ninguém olha durante semanas. O desempenho de um criativo
desgasta-se, e sem substituição o custo sobe sozinho.
Como saber se estás a pagar demasiado
Esquece o custo por clique. A única pergunta que conta é: quanto me custa um
cliente, e quanto vale esse cliente para mim? Se um cliente te deixa 300 euros
e custa-te 40 a trazer, o custo por clique é irrelevante. Se custa 400, não há
desconto no leilão que salve a campanha — o problema está na oferta ou no
produto, não nos anúncios.
Define o teu limite de custo por cliente antes de começar. Depois mede. É o
único número que precisas de defender.
